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    Infraestrutura de serviços financeiros: o que é, benefícios e tipos

    24 de setembro de 2026
    Por Redação
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    Oferecer as modalidades de pagamento no checkout, conectar o site/app ao sistema que processa o pagamento, receber a confirmação de que o pagamento foi feito, registrar a transação… Como fazer todas essas demandas funcionarem em escala? É esse nível de complexidade que a infraestrutura de serviços financeiros precisa sustentar.

    E a dimensão dessa escala aparece no próprio volume de pagamentos digitais no Brasil. Afinal, segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizaram o Pix, que registrou mais de 7 bilhões de transações somente em janeiro de 2026. Em outubro de 2025, o volume movimentado pelo meio de pagamento ultrapassou R$ 3 trilhões.

    Em outras palavras, quando essas etapas precisam se repetir em milhões de transações e funcionar de forma integrada em canais como site, aplicativo e lojas físicas, a demanda aumenta. Para entender como lidar com essa questão, este artigo aborda o que é e como funciona a infraestrutura de serviços financeiros e muito mais. Continue conosco!

    O que é infraestrutura de serviços financeiros?

    É o conjunto de tecnologias, APIs, sistemas e recursos de segurança usados para integrar e operar pagamentos, transações e outros serviços financeiros. Essa estrutura conecta canais, plataformas e fornecedores, processa operações, realiza a conciliação e sustenta jornadas de pagamento digitais, físicas ou omnichannel em diferentes volumes de transações.

    O Tap to Pay do Nubank, por exemplo, ajuda a visualizar o que existe por trás da infraestrutura de serviços financeiros. O banco digital utiliza a infraestrutura de pagamentos da Zoop para oferecer a funcionalidade aos clientes PJ.

    Com esse recurso, o empreendedor usa o próprio smartphone para receber pagamentos por aproximação, sem precisar utilizar uma maquininha separada. Para que essa experiência funcione, diferentes tecnologias e etapas devem estar interligadas:

    1. Aplicativo: o cliente PJ acessa o Tap to Pay pelo app do Nubank e usa o próprio smartphone para receber o pagamento;
    2. SDK: o SDK da Zoop é incorporado ao aplicativo para viabilizar a funcionalidade de pagamento;
    3. APIs: fazem a comunicação entre o aplicativo do Nubank e a infraestrutura da Zoop durante o processamento das transações;
    4. Autorização e regras de pagamento: a operação envolve as bandeiras de cartão, a conexão com a adquirência e os processos necessários para autorizar cada compra;
    5. Segurança: os dados precisam ser protegidos durante todo o fluxo, desde o uso do smartphone até a comunicação com os sistemas responsáveis pela autorização.

    Para quem recebe o pagamento, basta abrir o aplicativo, selecionar a opção de cobrança e aproximar o cartão ou dispositivo do celular. Por trás dessa ação, o aplicativo se comunica com os sistemas de pagamento, a transação é processada e os dados permanecem protegidos.

    Esse é um dos papéis da infraestrutura de serviços financeiros: reunir os recursos tecnológicos necessários para incorporar pagamentos e outros serviços aos produtos da empresa, sem precisar construir e operar cada camada da operação.

    Como funciona a infraestrutura de serviços financeiros?

    Este é o fluxo envolvido:

    1. Conexão: os sistemas da empresa enviam e recebem informações dos serviços financeiros por APIs;
    2. Pagamento: os dados da compra são encaminhados para processamento e a resposta da operação retorna ao sistema;
    3. Registro e conciliação: cada operação é registrada e relacionada à respectiva venda ou recebimento;
    4. Liquidação: os valores processados seguem para os respectivos recebedores, conforme as regras da operação;
    5. Segurança: controles protegem os dados e ajudam a manter a transação segura durante todo o processo.

    O Itaú Shop, marketplace integrado ao aplicativo do banco, mostra como a infraestrutura de serviços financeiros funciona. Para oferecer compras dentro do próprio ambiente, o Itaú precisava conectar a jornada do marketplace aos serviços de pagamento.

    Então, a Zoop participou dessa etapa como parceira tecnológica e assumiu a tecnologia necessária para essa etapa, sem que o Itaú precisasse construir toda a solução por conta própria.

    A parceria se concentrou em quatro frentes da operação:

    • Integração: conexão dos pagamentos ao ambiente do Itaú Shop;
    • Processamento: encaminhamento das transações e retorno das confirmações;
    • Flexibilidade: ajustes da solução às particularidades do marketplace;
    • Segurança: proteção dos dados e aplicação dos requisitos técnicos da operação.

    Com essa divisão de responsabilidades, o Itaú pôde concentrar seus esforços no marketplace e na experiência dos correntistas, enquanto a Zoop cuidou da tecnologia de pagamentos.

    Para empresas que avaliam como estruturar seus pagamentos, o caso mostra como uma parceria especializada pode reduzir o esforço técnico necessário para colocar uma nova jornada financeira em operação. A seguir, veja Quais são os benefícios da infraestrutura de serviços financeiros!

    Leia também: Como foi criado o Itaú Shop? Entenda a parceria com a Zoop!

    Quais são os benefícios da infraestrutura de serviços financeiros?

    Os principais incluem a escalabilidade das operações, a unificação de diferentes meios de pagamento, a automação de processos, a redução da carga tecnológica e o lançamento mais ágil de novos serviços. A estrutura também melhora a experiência de clientes e parceiros ao conectar pagamentos e outros serviços aos canais corporativos.

    Esses benefícios ficam mais evidentes quando olhamos para os desafios que uma estrutura inadequada pode trazer:

    Problema a evitar Exemplo na operação
    Falhas durante o pagamento O cliente tenta concluir uma compra, mas o pagamento não é processado corretamente e a venda pode ser perdida.
    Sistemas que não se comunicam O e-commerce registra uma venda, mas as informações não chegam corretamente ao sistema responsável pelo pagamento ou pela conciliação.
    Conciliação manual de transações A equipe precisa conferir pagamentos e vendas em diferentes sistemas para identificar divergências.
    Dificuldade para escalar a operação O volume de transações cresce, mas a estrutura existente não acompanha a demanda sem exigir mais trabalho manual da equipe.
    Dependência de integrações isoladas Cada novo meio de pagamento exige uma integração diferente e aumenta o esforço de desenvolvimento e manutenção.
    Experiência inconsistente entre canais O cliente encontra opções e condições de pagamento diferentes no site, aplicativo e loja física, com uma experiência menos consistente entre os canais.

    Como implementar uma infraestrutura de serviços financeiros?

    O passo a passo inclui:

    1. Avalie as necessidades do negócio: identifique canais, meios de pagamento, volume de transações e demandas como split e conciliação;
    2. Escolha uma plataforma com APIs abertas: analise documentação, recursos e compatibilidade com os sistemas existentes;
    3. Garanta segurança e conformidade: verifique proteção de dados, controles de acesso e requisitos regulatórios;
    4. Acople os serviços: conecte pagamentos ao site, app, ERP, marketplace e demais sistemas utilizados;
    5. Monitore e otimize: acompanhe aprovações, falhas, processamento e divergências na conciliação.

    Agora que você sabe como implementar uma infraestrutura de serviços financeiros, conheça os principais tipos que podem fazer sentido para cada modelo de negócio!

    Quais são os tipos de infraestrutura de serviços financeiros?

    Os principais modelos são a estrutura desenvolvida e operada pela própria empresa, o Banking as a Service (BaaS), baseado em serviços bancários fornecidos por terceiros, e o Embedded Finance, que incorpora pagamentos, crédito ou outros serviços financeiros diretamente a produtos, plataformas e jornadas de compra.

    A escolha entre os modelos envolve principalmente controle, esforço de desenvolvimento e dependência de fornecedores. Veja como se diferenciam:

    Modelo Quem sustenta a infraestrutura? Quando faz sentido? Principal desafio
    Infraestrutura própria A própria empresa. Quando precisa de alto controle sobre a operação. Exige desenvolvimento, manutenção, segurança e compliance internos.
    Banking as a Service (BaaS) Um fornecedor especializado. Quando a empresa quer adicionar serviços bancários sem construir toda a estrutura. Depende da tecnologia e operação do fornecedor.
    Embedded Finance A empresa combina sua operação com infraestrutura financeira de parceiros. Quando quer incorporar pagamentos, crédito, seguros ou outros serviços ao próprio produto. Exige integração entre o serviço financeiro e os sistemas da empresa.

    A escolha do modelo define a base, mas o resultado depende de como os recursos financeiros entram na estratégia da empresa. Então, entenda quais são as estratégias para aproveitar uma infraestrutura de serviços financeiros e transformar essa base em novas possibilidades para o negócio. 

    Quais são as estratégias para aproveitar uma infraestrutura de serviços financeiros?

    Três estratégias ajudam a organizar e automatizar essa operação:

    1. Centralize os serviços financeiros: reúna pagamentos, conciliação e informações de diferentes fornecedores em um único fluxo, o que mitiga a necessidade de consulta a sistemas separados;
    2. Automatize processos e pagamentos: use APIs para automatizar cobranças, confirmações, divisão de valores, registros e conciliação de transações;
    3. Evolua a experiência do cliente: analise falhas de pagamento, abandono no checkout e desempenho por canal para ajustar meios de pagamento e etapas da jornada.

    Leia também:

    Como a Zoop simplifica a infraestrutura de serviços financeiros?

    Uma infraestrutura de serviços financeiros precisa sustentar pagamentos, integrações, conciliação e segurança sem transformar cada nova demanda em um projeto de desenvolvimento do zero. A Zoop agrupa essas camadas em uma infraestrutura de Payments as a Service.

    Essa solução atende empresas que querem expandir suas operações sem assumir internamente o desenvolvimento, a integração e a operação de todas essas camadas. Assim, a Zoop ajuda a evitar problemas como:

    • Integrações fragmentadas: conecte pagamentos online e presenciais por meio de APIs, Unified Commerce, SmartPOS e Tap to Pay, sem exigir uma integração independente para cada canal;
    • Conciliação manual: centralize movimentação, liquidação e conciliação dos valores para reduzir conferências e divergências entre sistemas;
    • Limitações para escalar: conte com uma infraestrutura que processa mais de R$ 35 bilhões em pagamentos por ano e suporta altos volumes de transações;
    • Novas integrações a cada demanda: use APIs, documentação e soluções white label para incorporar novos recursos sem assumir toda a construção tecnológica;
    • Perda de identidade na jornada financeira: personalize telas, fluxos e serviços com a marca da própria empresa, enquanto a tecnologia da Zoop sustenta a operação;
    • Riscos na operação financeira: conte com infraestrutura regulada, com controles antifraude e processos auditáveis para reduzir vulnerabilidades de segurança e compliance.

    Se esses desafios já fazem parte da sua operação, conheça uma arquitetura criada para lidar com essas demandas. 

    Conheça a infraestrutura da Zoop e veja como conectar pagamentos online, presenciais e omnichannel à sua operação, sem concentrar todo o desenvolvimento no seu time.

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