Logo Zoop Blog
Ver Todos
Índice
    Ícone de E-mail
    Assine nossa newsletter

    Não perca nenhuma novidade.

    negócios

    Arquitetura dos pagamentos agênticos: qual a base de criação?

    06 de fevereiro de 2026
    Por Redação
    Compartilhe
    Imagem

    A arquitetura dos pagamentos agênticos (agentic payments) conta com um conjunto de diferentes protocolos, APIs e camadas de segurança que permitem aos agentes de Inteligência Artificial executar transações financeiras de forma autônoma, a partir de permissões, regras e limites financeiros que o usuário definiu previamente.

    Diferentemente do modelo tradicional, essa estrutura foca a delegação de intenção, na qual o sistema interpreta objetivos da pessoa interessada na compra e processa pagamentos invisíveis e seguros por meio de redes neurais conectadas a gateways bancários.

    Essa nova configuração redefine a relação entre o consumidor e o checkout ao eliminar a necessidade de navegação manual e o preenchimento de formulários extensos, o que torna o ato de pagar fluido e natural.

    Entenda essa mudança e o que é necessário para modernizar a infraestrutura de pagamentos oferecida no seu negócio.

    Evolução dos pagamentos digitais: o que mudou do reativo ao agêntico?

    A transição tecnológica tirou o consumidor do papel executor de cliques para um definidor de intenções complexas por meio da Inteligência Artificial. No modelo anterior, o usuário realizava todo o esforço manual e mental de busca por produtos/serviços e checkout. Agora, no formato atual, assistentes inteligentes assumem essa responsabilidade.

    Os agentic commerce têm a capacidade de interpretar contextos e desejos e concluir a jornada financeira sem a obrigatoriedade de intervenções manuais.

    O usuário pode, por exemplo, descrever um objetivo (como: resolva o presente de aniversário da minha mãe dentro de um orçamento de R$ 200). O agente de IA assume a responsabilidade de interpretar o contexto, organizar as alternativas e executar a transação.

    É devido a essa característica que a evolução dos pagamentos digitais marca uma mudança de paradigma: do esforço cognitivo humano para a delegação de intenção técnica.

    Além disso, no modelo reativo, a hora de pagar era o “ponto de dor” final de uma longa jornada de cliques. Com a nova arquitetura dos pagamentos agênticos, essa etapa se torna uma funcionalidade de background.

    Contudo, essa dinâmica exige uma infraestrutura capaz de processar não apenas valores, mas também o contexto da compra.

    Nesse novo cenário, a evolução dos pagamentos digitais introduz o conceito de “conversa como interface”. O usuário não navega mais em menus, na verdade, ele dialoga.

    Para funcionar, a arquitetura dos pagamentos agênticos deve estar preparada para lidar com incertezas linguísticas e transformá-las em transações determinísticas via API.

    As empresas que falharem nessa transição enfrentarão a invisibilidade digital, pois os agentes de IA não navegam em sites que não oferecem dados estruturados e acessíveis.

    Dica de leitura: “O que é API de pagamento? Como funciona e por que utilizar?

    Pagamentos via API: como resulta em orquestração e autonomia?

    As interfaces de programação funcionam como contratos de compreensão mútua que permitem a comunicação direta entre agentes de IA e gateways financeiros. Assim, orquestram serviços complexos, como verificação de estoque em tempo real e processamento de tokens, e garantem a execução da compra sem a necessidade de intervenção manual.

    Inclusive, os pagamentos via API são os verdadeiros conectores da nova arquitetura. Sem interfaces robustas, o agente de Inteligência Artificial seria apenas um chatbot informativo, incapaz de fechar o ciclo de venda.

    Contudo, a arquitetura dos pagamentos agênticos exige que as interfaces de programação por aplicações suportem alta performance e baixa latência e permitam que a infraestrutura responda instantaneamente às solicitações de autorização.

    Nesse processo, as APIs passam a carregar metadados mais ricos. Não se trata apenas de enviar o número do cartão e o valor, mas de enviar a prova de identidade do agente e o escopo do consentimento.

    Em uma infraestrutura de pagamentos baseada em agentic commerce, esses fluxos garantem que o sistema financeiro compreenda que aquela transação é legítima, mesmo sem a biometria humana no momento exato do checkout.

    O uso de pagamentos via API permite ainda a implementação de mecanismos de redundância e inteligência na rota de transação ao escolher sempre o caminho mais eficiente e econômico.

    Leia também: “Entenda como funciona a API Pix e as vantagens da solução

    Como funciona a arquitetura dos pagamentos agênticos?

    Trata-se de um mecanismo tecnológico que permite a execução de transações financeiras de forma autônoma e inteligente, sem a necessidade de intervenção humana direta em cada operação. Essa estrutura combina interfaces conversacionais, Inteligência Artificial e protocolos de segurança para transformar uma intenção do usuário em uma transação real.

    Veja a seguir os principais componentes e etapas da arquitetura dos pagamentos agênticos.

    1. Interface conversacional e interação do usuário

    Tudo começa em uma interface de diálogo (como ChatGPT, Copilot ou Claude), na qual a pessoa interessada na compra e no pagamento fornece uma instrução.

    Diferente do modelo tradicional, não é necessário navegar por sites ou preencher formulários. Basta o usuário delegar ao agente a tarefa de encontrar um serviço, definir um orçamento e executar a compra na própria conversa.

    Alguns exemplos desses protocolos são o Agentic Commerce Protocol (ACP) da OpenAI e o Universal Commerce Protocol (UCP) do Google, que definem como os agentes descobrem produtos, validam preços em tempo real e iniciam checkouts.

    2. Conectividade via APIs e protocolos

    Para que o agente de IA transacione a operação, é necessária uma arquitetura de pagamentos agênticos aberta, a qual deve incluir:

    • gateways de pagamento: o agente se conecta a essa solução por meio de APIs e protocolos seguros, como o MCP (Model Context Protocol), que faz a “tradução” entre a instrução de voz ou texto e a transação financeira;
    • AP2: (Application Protocol 2): define as normas de interação lógica para que o agente acione funções específicas de pagamento em ambientes multicloud com alta segurança;
    • X.402: estabelece a arquitetura de sistemas de mensagens para transferência de informações financeiras, o que garante que o agente identifique destinatários e origens com precisão técnica absoluta.

    Desse modo, consolida-se uma linguagem universal entre IAs e instituições financeiras, o que garante que a infraestrutura dos pagamentos processe intenções complexas por meio das APIs de forma instantânea e padronizada.

    3. Pilares de segurança e identidade

    Para o sistema ser confiável e escalável, a arquitetura necessita de camadas robustas de proteção, como:

    • tokenização: os dados sensíveis do cartão são substituídos por tokens. Esse processo permite que o método permaneça pronto para compras futuras sem expor os dados reais do usuário durante a interação com o agente de IA.
    • autorizador inteligente: um sistema que aprove ou rejeite pagamentos em tempo real, conforme as regras e limites que o usuário definiu previamente.
    • meios de pagamento inteligentes: métodos capazes de pagar compras de forma autônoma por meio de Inteligência Artificial, como carteiras digitais via agent pay por exemplo;
    • sistemas antifraude adaptativos: algoritmos de aprendizado de máquina detectam anomalias nos padrões de compra da IA e bloqueiam transações suspeitas instantaneamente. Essa camada utiliza o contexto da transação para diferenciar uma compra legítima de uma tentativa de fraude e garantir a confiança programável.

    4. Requisitos de dados e inventário

    A arquitetura dos pagamentos agênticos também requer sistemas varejistas “legíveis por máquinas”, ou seja, capazes de ler suas informações. Essa prática exige:

    • dados estruturados: informações de produtos com atributos claros e padronizados;
    • atualizações em tempo real: preço e inventário acessíveis instantaneamente via APIs, para que o agente não tome decisões baseadas em informações obsoletas.

    5. Desafios técnicos e de governança

    A implementação dessa arquitetura enfrenta outros desafios, como a necessidade de proteções para evitar loops conversacionais.

    Quando essa falha acontece, há aumento dos custos e impactos negativos na autenticação e consentimento, já que não é uma pessoa que inicia a transação no momento da compra.

    Além disso, a infraestrutura deve ser capaz de lidar com um volume massivo de transações automáticas em curtos períodos (escalabilidade), especialmente em períodos de vendas sazonais.

    Por que dados estruturados funcionam como estratégia de visibilidade?

    Os agentes de IA consomem informações de forma lógica e padronizada para tomar decisões rápidas entre milhares de opções. Se os dados de produtos e preços não estiverem estruturados e acessíveis, a marca se torna tecnicamente invisível para o sistema agêntico e é descartada em favor de concorrentes mais organizados.

    No contexto da arquitetura dos pagamentos agênticos, os dados são a moeda de troca para a visibilidade. Enquanto os dados tradicionais atraem os olhos humanos, aqueles que os agentes de Inteligência Artificial leem se tornam algoritmos de compra.

    A infraestrutura dos pagamentos moderna deve estar integrada a feeds de dados vivos. Quando o preço não é atualizado via API em milissegundos, o agente de IA abandona o carrinho por falta de confiança na informação.

    Além disso, a evolução dos pagamentos digitais exige que as empresas troquem planilhas estáticas por modelos de dados semânticos.

    Um dos principais motivos é que um dado estruturado permite que o agente entenda não só o que é o produto, mas se atende às restrições, preferências e orçamento do usuário.

    Portanto, os dados transformam a organização da informação no backoffice no principal diferencial competitivo para o marketing da era da Inteligência Artificial.

    Por que a camada de confiança é o verdadeiro gargalo?

    Porque a tradicional infraestrutura de pagamentos foi construída sob a premissa de que um humano está sempre por trás de cada transação. Quando esse cenário deixa de existir, surgem desafios estruturais que vão além da tecnologia e que afetam a segurança e a responsabilidade jurídica das operações.

    Desse modo, o desafio está em adaptar sistemas financeiros inicialmente desenvolvidos para operações humanas a uma realidade na qual as máquinas autorizam compras autonomamente.

    Essa nova dinâmica gera gargalos em autenticação e questões legais, o que exige protocolos robustos que garantam que apenas agentes autorizados transacionem. Assim, se torna possível manter a segurança dos dados sensíveis e a integridade das operações financeiras contra novos tipos de ciberataques.

    O que pode ser feito para aumentar a confiança?

    A arquitetura dos pagamentos agênticos precisa ser programável. Não se deve mais depender de um simples SMS ou push no celular para autorizar cada compra de baixo valor que uma IA fizer. Portanto, uma infraestrutura confiável precisa evoluir para o conceito KYA (Know Your Agent, ou conheça o seu agente).

    Significa que o gateway de pagamento deve reconhecer a assinatura digital do agente e verificar se tem permissão para usar aquela arquitetura específica.

    Aqui, vale destacar que a evolução dos pagamentos digitais também trouxe a necessidade de seguros e políticas de estorno específicas para o agentic commerce. Se uma IA comprar o item errado por falha de interpretação, por exemplo, quem é o responsável?

    Assim, a infraestrutura deve buscar formas de mitigar esses riscos por meio de limites específicos.

    No caso dos pagamentos via API, o usuário deve definir quanto o agente pode gastar, mas ter a opção de solicitar a aprovação humana em situações que julgar necessárias. Essa governança ajuda a promover confiança e fomentar a adesão aos agentes de IA.

    Infraestrutura dos pagamentos: como deve ser a visão de produto?

    O foco deixa de ser o botão de comprar e se direciona para uma camada central de identidade, dados e confiança. O produto agêntico busca transformar o pagamento em uma etapa operacional invisível em um ciclo contínuo de decisão automatizada, cujo objetivo final é promover um checkout sem etapas.

    Porém, para esse resultado, é preciso equilibrar velocidade de processamento com controle regulatório, a fim de garantir que a tecnologia suporte volumes massivos de dados enquanto mantém a governança e a personalização baseada no contexto único de cada transação.

    Inclusive, a infraestrutura dos pagamentos agêntica é o que separa protótipos de soluções de mercado.

    O Product Manager deve entender que a arquitetura dos pagamentos agênticos não é apenas técnica, mas estratégica. Assim, ao implementar as APIs, precisa garantir o uso dos agentes por qualquer interface, do ChatGPT ao sistema de um veículo autônomo.

    Nessa visão, essa infraestrutura deve ser resiliente a erros de escala. Se milhões de agentes tentarem comprar um produto em uma promoção relâmpago, a plataforma de pagamentos não pode apresentar problemas de funcionamento.

    Além disso, a arquitetura dos pagamentos agênticos deve oferecer métricas que permitam entender o comportamento de compra das IAs e otimizar preços e estoques para atender aos clientes binários com máxima eficiência. Entre esses indicadores estão a taxa de conversão por agente, a latência de resposta da API e o volume de transações autorizadas por escopo de consentimento.

    Como usar pagamentos agênticos como infraestrutura invisível?

    Plataformas preparadas para o futuro integram a transação diretamente no fluxo de conversação e eliminam formulários e logins repetitivos. Também utilizam arquiteturas modulares que permitem a descoberta nativa de produtos e a autorização inteligente por meio de tokens delegados. Assim, o pagamento se torna um processo rápido e eficiente.

    A arquitetura dos pagamentos agênticos como infraestrutura invisível é o estágio final da conveniência. O usuário simplesmente expressa seu desejo e a mágica acontece.

    Contudo, para tornar essa magia real, a infraestrutura precisa estar integrada a pagamentos via API em todos os pontos de contato.

    A implementação bem-sucedida também exige uma mudança cultural. As empresas precisam parar de forçar o usuário a visitar seu site e começar a disponibilizar seus dados para os agentes, independentemente de qual seja.

    Ao oferecer uma infraestrutura de pagamentos agênticos aberta e padronizada, a marca expande a presença no mercado e transforma essa solução em um motor de crescimento contínuo e autônomo totalmente compatível com o novo mercado global.

    Qual o papel da Zoop nesse novo cenário?

    A Zoop fornece a plataforma tecnológica necessária para que essas transações ocorram com segurança, por meio de uma base para a integração de protocolos modernos e conformes. Além disso, nossas ferramentas permitem que empresas dos mais diversos setores criem seus próprios ecossistemas financeiros, com suas próprias marcas.

    Com o apoio da nossa tecnologia, os gestores garantem que a evolução dos pagamentos digitais seja uma aliada do crescimento do negócio.

    Por meio da infraestrutura de pagamentos da Zoop, as transações via API mantêm a identidade da empresa e a segurança do usuário final.

    Com essa base, fica muito mais fácil testar novos modelos de autorização delegada e tokenização agêntica em tempo recorde, já que nossas soluções são modulares e eliminam a necessidade de a sua empresa desenvolver produtos do zero.

    Entre em contato agora e prepare já o seu negócio para o futuro dos pagamentos agênticos.

    Este artigo foi escrito por Antônio Malheiros, Head de Engenharia do iFood Pago/Zoop.

     

    Preencha o formulário para que nossos especialistas avaliem sua solicitação.
    (*) Campos Obrigatórios
    1/3
    Continuar
    2/3
    Voltar
    Continuar
    *Você pode alterar suas permissões de comunicação a qualquer momento.
    3/3
    Voltar
    Suas informações estão seguras
    Ícone de E-mail

    Assine nossa newsletter

    Receba os melhores insights diretamente na sua caixa de entrada para construir jornadas de pagamento e experiências bancárias que impulsionam o seu negócio.